Já vimos que não aparece no Novo Testamento nenhuma proclamação taxativa da divindade de Jesus, no sentido que lhe deu o Concílio de Nicéa, de “consubstacial com o Pai de toda a eternidade” certo que a idéia aparece difusa no Evangelho de João, mas este só apareceu 60 anos depois da morte do Mestre, quando a Cristologia (interpretação teológico da figura do Cristo) já se achava impregnada do neoplatonismo com a sua noção do “Logos”.
Agora vejamos em linhas gerais como se chegou a concretizar a idéia da divindade, que era totalmente desconhecida nos primitivos tempos do Cristianismo. Toda gente sabe que na decisão de Nicéia (325 dc.) predominou a vontade do imperador Constantino, que, egresso do paganismo estava ainda bem longe de poder ser considerado Cristão, tanto que continuou como pontífice da antiga religião e só veio a receber o batismo quando se achava à morte, no ano 337.

